Aprenda a proteger suas ideias e evitar frustrações ajustando suas expectativas nos relacionamentos.
Você já passou por aquela situação onde compartilhou um plano incrível e a outra pessoa reagiu com a empolgação de quem assiste a tinta secar na parede?
É um balde de água fria. Você estava esperando uma chuva de incentivo, mas recebeu apenas um vazio e automático “legal, mas será que dá certo?”.
Nosso instinto inicial costuma ser a chateação. Acreditamos que a culpa é do outro, que é inveja, falta de consideração ou falta de apoio. Mas, na grande maioria das vezes, o problema não é a maldade alheia. O problema é a nossa expectativa.
Nós esquecemos que cada pessoa enxerga o mundo através de suas próprias lentes. E quando entregamos algo muito precioso nas mãos de quem não tem as ferramentas para entender, a frustração é o único resultado possível.
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A regra da casa e de seus cômodos
Pense na sua vida e nas suas relações como se fossem uma casa.
A maioria das pessoas que conhecemos: colegas de trabalho, parentes distantes ou até alguns amigos de longa data, todos ficam na varanda. É um lugar agradável, onde se joga conversa fora, fala-se sobre o clima, esportes ou as notícias do dia.
Mas os seus sonhos, seus modos de pensar mais complexos e os seus objetivos de vida estão guardados no seu quarto pessoal, no cômodo mais seguro e íntimo da casa.
O erro que cometemos é sair distribuindo a chave desse quarto para todo mundo que cruza o nosso caminho na rua.
Imagine que você passou horas montando um novo empreendimento, desenhando cada etapa dos seus projetos anotando cada detalhe do novo negócio no papel. Você conta a novidadepara um colega. Ele, que só quer terminar o expediente e ir embora, mal levanta os olhos e dá de ombros.
A decepção bate forte. Psicologicamente, o que acontece é que você estava buscando validação externa para fortalecer uma convicção interna. Quando essa validação falha, o seu cérebro entende que talvez a ideia não seja tão boa assim. Sem perceber, você deixou que a visão limitada de outra pessoa definisse o valor do seu próprio projeto.
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A arte de preservar sem se isolar
Ajustar isso não significa que você deve se tornar uma pessoa fria, defensiva ou que está sempre com o pé atrás. Muito pelo contrário.
Entender como o outro funciona liberta você da exaustiva necessidade de tentar mudá-lo. Você continua amando seus familiares e sendo um ótimo parceiro para os seus amigos, mas agora tem a clareza exata do que pode ou não esperar de cada um.
Algumas pessoas são ótimas companhias para dar risada em um final de semana; outras são as raras pessoas certas para se discutir o futuro e construir coisas grandes. E está tudo bem ser assim.
O filósofo estoico Epicteto resumiu isso de forma brilhante há quase dois mil anos: “Se alguém entregasse o seu corpo a um estranho na rua, você ficaria furioso. Por que, então, você entrega a sua mente a qualquer um, permitindo que as reações deles o perturbem?”
Preservar seus pensamentos mais íntimos não é egoísmo, é um ato de autodomínio e gestão pessoal. Você passa a blindar aquilo que ainda está em fase de crescimento.
Seja o guardião inteligente das suas próprias ideias. Ajuste a expectativa de acordo com a pessoa à sua frente. No fim do dia, a única aprovação que o seu sonho realmente precisa para sair do papel e começar a andar, é a sua.
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Separamos outras leituras para deixar você mais esperto com si mesmo. Toda mudança começa primeiro na nossa cabeça:
– Aprenda a lidar com nossa ansiedade interna. Ela é nossa amiga no final das contas.
– Até mesmo lado do tédio é benéfico, aqui está como apender a usar ele.
– Se tem uma pessoa que você precisa compartilhar seus sonhos é o seu companheiro(a) da vida. Entenda a importância de sonhares juntos aqui.
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Comentário do Editor:
Todo mundo tem aquele conhecido que é especialista em jogar um balde de gelo nos projetos alheios. Mande este artigo para aquele seu amigo que vive se frustrando porque o mundo não aplaude as ideias dele. Quem sabe ele aprende a trancar a porta do quarto e a deixar certas visitas confortáveis apenas na varanda.

